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Quem somos

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COLEÇÃO REDEIRAS

A Coleção Redeiras apresenta produtos produzidos pelas mãos de um grupo de artesãs da Colônia de Pescadores São Pedro – Z-3, localizada no extremo sul do Brasil. Elas transformam lixo em arte, reciclando escamas de peixe, redes de pesca e couro de peixe. O grupo é orientado pelo Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS), que executou o planejamento de cada etapa do projeto, desde a criação das peças até a administração da coleção.
 

Incrustada no segundo distrito de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e banhada pela Laguna dos Patos, a localidade integra a região da Costa Doce. Entre as ruas de chão batido, as casas coloridas, caprichosamente construídas, revelam o encanto de um lugar que preserva a rusticidade. A localidade foi fundada em 29 de junho de 1921, época em que 40 famílias viviam exclusivamente da pesca artesanal. Os moradores mais antigos, ainda lembram da denominação de Arroio Sujo, dada ao pedaço de terra de areias pálidas, reluzidas pelo sol. Hoje, são cerca de 1,1 mil famílias que buscam nas águas da maior laguna do mundo em extensão, o sustento através da pesca. Sob a proteção de Nossa Senhora dos Navegantes, desbravam os melindres de cada estação, em busca de seu sustento.
 

É um lugar regido pelas safras, onde São Pedro dá nome à localidade e orquestra a fartura ou escassez do peixe ou crustáceo. Os pescadores sabem que caso as chuvas sejam intensas antes de fevereiro, a safra de camarão acaba comprometida. É a época mais aguardada pela comunidade, e faça chuva ou faça sol, no dia 2 de fevereiro é dia de festa na colônia. A data além de homenagear a protetora dos pescadores, marca a abertura da safra do camarão. É dia de alegria, devoção e festa.


Em um lugar de tanta riqueza cultural, belezas e lendas, as artesãs da Colônia Z-3 retiram do material descartado pelos pescadores a matéria prima para suas peças. O couro da corvina, tainha, cascuda e linguado, vira tecido para criativas bolsas, chaveiros e detalhes ornamentais de lenços. As redes de pesca, que serviram para arrastar safras de camarão, se transformam em charmosas bolsas, carteiras e necessaires, tecidas em um rústico tear. Pelas mãos habilidosas das artesãs, as escamas de peixe se viram delicadas biojóias. São colares, pulseiras e brincos, que misturam escamas e prata, aliando criatividade ao requinte.


A Coleção Redeiras traz em cada produto um pouco da vida dessas mulheres artesãs, que resistem bravamente ao andar apressado dos tempos moderno. Elas lançaram suas redes de sonhos nas águas da Laguna dos Patos e hoje apresentam uma safra de peças encantadoras, que além da beleza artesanal estão carregadas de realização.

Fotos:Nauro Junior e Vinicius Costa

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O GRUPO 

A história da vida das artesãs da Coleção Redeiras é tecida como as redes de pesca. Todas vivem na colônia de pescadores artesanais e têm o sustento de suas famílias ligado à pesca. Na colônia onde vivem cerca de 5 mil pessoas, o cotidiano gira em torno das águas da Laguna dos Patos. Com o surgimento do grupo de artesãs, essas mulheres sabem que um pouco desse universo singular estará onde cada peça de artesanato andar.

Conheça as artesãs:

Adriana Xavier Sabino: 35 anos, vive a mais de três décadas na Z-3. Seu avô foi pescador, profissão seguida hoje pelo pai e irmãos. Em 2005 fez seu primeiro curso de artesanato e hoje tece seus sonhos em cada bolsa feita de rede de pesca.

 “Virei artesã e bagunceira”

Diva Francisca da Rosa: 54 anos, veio morar na Z-3 em função do trabalho do marido. Era dona de casa e depois que ingressar nas oficinas de artesanato sente-se com ânimo renovado.

 “Tenho muito orgulho do meu trabalho”

Eliane Aires Ferreira: 53 anos, sempre teve atividade relacionada ao comércio. Ingressou no grupo através do incentivo de uma amiga. Hoje acredita que foi o artesanato chegou na hora certa da sua vida.

 “Eu via o que temos aqui e sabia que era algo diferente”

Ângela Maria Riberio da Rocha: 56 anos, foi uma das pescadoras pioneiras da comunidade e hoje dedica a maior parte do seu tempo ao artesanato. Lembra que nas saídas de barco, sempre voltava com matéria-prima encontrada pelas incursões na lagoa e transformava em arte.

 “Meu grande sonho é que a Z-3 fique conhecida no Brasil todo”

Vilma Palins: 69 anos, nasceu na Z-3 na época quando a localidade era denominada Arroio Sujo. Sempre esteve envolvida com a pesca e lembra dos tempos em que o peixe precisava ser salgado, para conservação. Hoje divide a vida de artesã com o trabalho nas salgas.

“Tenho orgulho do que faço e gostaria de mostrar para o mundo a nossa arte”

Lediane Teixeira Amaral: 35 anos, nasceu na colônia e sua família sempre viveu diretamente da pesca. Sempre trabalhos nas salgas ou mesmo em casa, com peixe. Encontrou no artesanato uma forma de valorizar sua comunidade, aliando a alternativa de renda.

“São materiais da Z-3, e por isso me orgulho”

Mari Ângela Motta Lima: 52 anos, também é filha da Z-3 e já trabalhou desde a limpeza de peixes até no conserto de redes de pesca. Pegou gosto pelo artesanato recentemente e hoje tem orgulho de cada peça que faz.

“Transformamos lixo em luxo”

Ana Elisabeth Pedrozo Portela: 57 anos, é natural de São Leopoldo e depois de uma viagem de férias ao sul, decidiu viver na colônia. Foi na Z-3 que descobriu o mundo do artesanato.

“É fantástico, com persistência não existem barreiras”

Flávia Silveira Pinto: 36 anos, trabalha com o marido vendendo peixe na feira e aproveita o descarte do couro e escamas para fazer artesanato.

“O artesanato está mexendo com nosso imaginário, sonhos e desejos”

Karine Portela Soares: 37 anos, é a timoneira do grupo. Seu conhecimento de pesca veio com o casamento. A curiosidade acabou levando-a aos trabalhos manuais, aos 12 anos, quando aprendeu a fazer tricô. Os cuidados ambientais sempre estiveram presentes na vida dela, por isso acredita que fazer arte a partir do lixo é uma grande satisfação.

“Para mim é a realização de um sonho”

Viviane Ramos: 34 anos, nasceu na colônia Z-3, onde sua família vive da pesca há gerações. Desde criança acompanhava o pai nas saídas para Laguna dos Patos. Sempre esteve envolvida com grupos de artesanato e hoje está orgulhosa de ter acreditado no potencial da comunidade.

“Estou otimista e feliz”

Bem vindo à magia da Coleção Redeiras!

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Colônia de Pescadores São Pedro - Z-3
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
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